Hoje, o Brasil empatou com a Suíça em um jogo, no mínimo,
frustrante. O esforço brasileiro não foi suficiente para superar a marcação
helvética, e o empecilho aumentou consideravelmente com a agressividade
excessiva da defesa adversária e a má performance do árbitro. Olhe bem, o jogo
por si só já seria um bom tema para um texto. Contudo, quero falar aqui de uma
outra coisa. É que sou metade argentino. De sangue.
E você já deve estar pensando: “ah, esse moleque vai falar
de xenofobia, vai relativizar a Seleção, enfim, vai ser um pé no saco. Vai
Brasil!”.
Calma lá. Se seu pensamento é esse que eu supus, saiba que
eu, na verdade, penso de forma similar. É que eu ainda não contei a historinha
inicial, não cheguei no tema principal, não desenvolvi ideias e nem concluí de
forma instigante. Pra isso, eu preciso escrever, ou pelo menos tentar. E, a
seguir, vocês poderão presenciar os frutos de minha tentativa.
Em contraste com o último, esse texto não vai ter o mesmo
humorzinho irônico no final da introdução. Estou um pouco mais assertivo hoje.
Sabe como o Neymar deu aquele beijo na bola antes de bater uma falta? Minha
situação é similar. É hora do show, e tenho que engatar com confiança.
Mas, pra evitar ter o mesmo resultado frustrante que o
menino Ney, vou começar diferente. Não vai ter beijinho. Pra desempatar esse
jogo, vou apostar em uma palavrinha mágica, que talvez vocês não usem com a
frequência que deveriam. Meus caros leitores, Simbora!

