quarta-feira, 4 de julho de 2018

O fardo da razão


E lá vou eu. Outra vez abordando assuntos complexos e profundos.


Uau! Que filosófico! Posso botar umas frases na legenda da minha foto de hoje?


À vontade.


Como sempre, antes de partirmos para o que interessa, tenho que fazer algumas considerações, brincar um pouco, soltar uns raios de sol antes da tempestade que está por vir. Mas pode relaxar, viu? O tema de hoje não é tãããão abstrato.


“É complexo”? Com certeza. “É legal de ler”? Descubra. “Vou entender tudo”? Nem eu entendo.


Só saiba que é mais um voo com rumo mais ou menos definido para o qual os convido. Mas antes, um anúncio importante.


GUARULHOS INTERNACIONAL AVISA: Preconceitos, falácias e babaquice devem ser despachados no check-in e devidamente marcados com a etiqueta “frágil”. Na bagagem de mão, são permitidos apenas curiosidade e o mínimo de alfabetização. Lembramos gentilmente que aversão a pensar é um item de porte proibido. Nem pensar!


Não vou precisar anunciar outra vez em inglês, né?

Desejamos a todos uma ótima viagem.


domingo, 17 de junho de 2018

Negacionismo do Hexa, não!


Hoje, o Brasil empatou com a Suíça em um jogo, no mínimo, frustrante. O esforço brasileiro não foi suficiente para superar a marcação helvética, e o empecilho aumentou consideravelmente com a agressividade excessiva da defesa adversária e a má performance do árbitro. Olhe bem, o jogo por si só já seria um bom tema para um texto. Contudo, quero falar aqui de uma outra coisa. É que sou metade argentino. De sangue.


E você já deve estar pensando: “ah, esse moleque vai falar de xenofobia, vai relativizar a Seleção, enfim, vai ser um pé no saco. Vai Brasil!”.


Calma lá. Se seu pensamento é esse que eu supus, saiba que eu, na verdade, penso de forma similar. É que eu ainda não contei a historinha inicial, não cheguei no tema principal, não desenvolvi ideias e nem concluí de forma instigante. Pra isso, eu preciso escrever, ou pelo menos tentar. E, a seguir, vocês poderão presenciar os frutos de minha tentativa.


Em contraste com o último, esse texto não vai ter o mesmo humorzinho irônico no final da introdução. Estou um pouco mais assertivo hoje. Sabe como o Neymar deu aquele beijo na bola antes de bater uma falta? Minha situação é similar. É hora do show, e tenho que engatar com confiança.


Mas, pra evitar ter o mesmo resultado frustrante que o menino Ney, vou começar diferente. Não vai ter beijinho. Pra desempatar esse jogo, vou apostar em uma palavrinha mágica, que talvez vocês não usem com a frequência que deveriam. Meus caros leitores, Simbora!

sábado, 16 de junho de 2018

A lógica é o lobo da lógica


Dezessete anos dessa Existência (quase dezoito!) e ainda não encontrei o seu sentido. Que ultraje! Quem ela pensa que é? Nos jogando nesse poço sem fundo só pra rir de nossa ridícula tentativa de escalada. Enraivecedor! Absurdo! Estou indignado. Desesperado, até.


Ora, quantos sentimentos negativos! Eu gosto de pensar, mas não quero transpor mutretas pessimistas do meus pensamentos para minha vida vivida, meu diálogo ativo e interventor com o mundo. Se é pra usar a cabeça, terei que pensar de algum outro jeito, de preferência um que não me deixe tããão insatisfeito com minha impotência existencial. E aí, vai achar ruim? Porque, se tratando do fim maior, eu tô cagando pra encontrar a verdade suprema de tudo. Quero só me sentir bem, e desenvolver ideias me satisfaz.


Ah, mal comecei a escrever e já afundei o pé no acelerador da metalinguagem. Vamos, Miguel, foco. Eu estava falando sobre a Existência, com E maiúsculo (por respeito). Terei que fofocar um pouco sobre essa coisa, supor, achar, brincar de detetive expondo tudo que pensei.


Então faça um café, sente-se na varanda, tome cuidado pra não tropeçar no título ou na imagem, infle o colete apenas depois de sair do avião e vamos lá.

Introdução ao blog


Este blog é bem simples. Isso porque não busco um padrão de conteúdo, público-alvo ou coisa assim. Talvez o nome não deixe tão escancarado, mas aqui eu vou expressar algumas coisas que me vêm à cabeça. Uns textos, quem sabe uma música aqui ou um poema ali. O que me der vontade de fazer, farei. Por enquanto, não prometo frequência, assiduidade e nem continuidade.


No entanto, apesar da predominância da pessoalidade, é óbvio que não tratarei esse espaço como uma coisa que importa apenas para mim. Tornar minhas ideias algo público pressupõe, no mínimo, o reconhecimento da existência de um leitor, o que me leva a tratar o meu texto, até certo grau, como uma mensagem, e não apenas um balde para dar vazão a meus pensamentos de forma mais requintada. Se eu quisesse escrever apenas para mim, teria começado uma pasta no Windows, e não um blog.


Dá para perceber, então, que também existe um desejo meu de divulgar ideias. A origem dessa vontade, por si só, daria um bom tema para um texto. Mas o fato é que tudo fica mais recompensador (e trabalhoso) quando compartilhado. Com isso em mente, espero que minha produção intelectual seja de seu interesse.  Então vá, leia, reflita e critique. Usufrua dessa possibilidade de conhecimento. Eu mesmo, acredite, já li tudo daqui, e confirmo que vale a pena.


Apenas não se esqueça de pensar.